Muleta

Construir uma muleta, a partir das reais necessidades das pessoas com mobilidade reduzida, considerando a redução dos impactos socioambientais, custo acessível e viabilidade de fabricação _ com ou sem escala. Esse foi o desafio da Mercur no projetoCOlabora, que premiou, no último sábado, as criações dos grupos Cusco Studio, Integração e TIL.

“Não foi nada fácil a escolha dos três projetos, porque encontramos pontos de vista diferentes, complementares e sensacionais”, disse Claudia Regert, da Mercur, fabricante de produtos de tecnologia assistiva que utilizam o alumínio como matéria-prima, que, apesar de leve, durável e resistente, é uma fonte não renovável e com alto consumo de energia elétrica em sua transformação.

A Integração defendeu o uso de tubos de papelão como principal matéria-prima das muletas, enquanto a TIL propôs um kit de montagem para criar bambuletas (muletas feitas de bambu) adaptáveis à necessidade do usuário. A substituição total ou parcial do uso do alumínio na muleta, buscando materiais mais sustentáveis, renováveis ou que possuam maior facilidade de acesso e/ou utilização, foi a proposta da Cusco Studio.

Engenheiros, fisioterapeutas, químicos e outros especialistas avaliaram as ideias baseando-se em quatro critérios: processo de criação (condução do projeto), com peso 25%; ambiental (matéria- prima, emissão de gases de efeito estufa, consumo de resíduos), peso 25%; social (preço ao consumidor), peso 25%;  e humano (design, qualidade), peso 25%. Os vencedores receberam R$ 6.000.

Por QSocial

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