Há quatro anos, o artista plástico e moveleiro Alexandre Toscano soube do problema com o descarte de sacos de cimento: apesar de serem de papel e altamente resistentes, não são reciclados, já que o custo para retirar o pó de cimento impregnado na fibra seria alto demais.

Alexandre iniciou as pesquisas do projeto Vem da Serra triturando os sacos, fazendo misturas diversas. Alguns testes deram errado, outros foram indicando o caminho e chegou-se a um material que é inovador, super-resistente e denso, que possui um aspecto diferenciado e bom acabamento.

Sacos de cimento vazios são reaproveitados na produção de móveis

 

O ecomármore pode ser usado para confecção de tampos de mesa, quadros, bancos, painéis e outras superfícies em movelaria.

Em sua preparação é usado um percentual significativo de sacos de cimento, mas também são adicionados outros materiais e resíduos, tanto para a massa, como para o acabamento ‘artístico’ das peças. A estrutura de ferro ou madeira de reflorestamento é hoje feita de forma terceirizada por pequenos produtores locais.

A produção dos móveis com ecomármore que começou no quintal, agora já tem um endereço próprio. O espaço em casa ficou pequeno, depois que Alexandre recebeu apoio da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) para pesquisa e aquisição de mais ferramentas.

No mesmo espaço em que já está funcionando a oficina, será inaugurada no próximo sábado, dia 28, a loja Vem da Serra, em Teresópolis.

Além do apoio atual da Faperj, Alexandre Toscano vem fazendo parcerias com o Senai Design desde 2013 e já expôs em várias mostras de movelaria e design, incluindo a exposição Rio + Design, realizada na última semana no Jockey Clube do Rio de Janeiro.

Via Portal EcoD

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